Obama ameaça governar “com ou sem Congresso”

O presidente promete um ano de “ação” em 2014, com uma subida do salário mínimo federal, o encerramento de Guantánamo e a reforma da imigração.

As grandes linhas políticas da Casa Branca, traçadas ontem por Barack Obama no discurso do Estado da União, não vão continuar a esbarrar na maioria republicana. “Com ou sem Congresso vou continuar a trabalhar”, prometeu o presidente norte-americano, num sinal de que está disposto a governar por ‘decreto’, ou seja, através de ações executivas.

Obama, até agora, recorreu 168 vezes a ordens executivas, muito menos que os seus antecessores George W. Bush (291) e Bill Clinton (364). A última vez terá sido com o decreto que sobe o salário mínimo federal de 7,25 para 10,10 dólares por hora para os novos trabalhadores das empresas que forneçam o governo – uma pequena parte dos 21 milhões que recebem o salário mínimo. “A América não fica parada.

Sempre e quando puder dar passos para aumentar as oportunidades das famílias norte-americanas sem consultar os legisladores, então é isso que vou fazer”, disse.

Nos últimos anos, a maioria republicana no Congresso tem causado uma série de impasses orçamentais que, em 2011, resultaram mesmo na primeira descida do ‘rating’ máximo da dívida norte-americana e, em Outubro de 2013, obrigaram ao encerramento parcial do governo durante três semanas. A geometria política deve mudar pouco após as eleições Intercalares de Novembro, que apontam para um reforço republicano quer na Câmara quer noSenado. A súbita face ‘ativa’ de Obama coincide com a queda de popularidade – 52% dos eleitores chumbam a gestão da Casa Branca. Mas o raio de ação dos ‘decretos’ é limitado.

Obama pode travar deportações, mas não pode aprovar a reforma da imigração – uma das metas da administração para este ano -, mexer nos impostos nem controlar a compra e venda de armas. A congressista republicana Cathy Rodgers, em reação oficial, avisou que os norte-americanos não precisam “de um governo que decida as coisas por eles”. A mensagem presidencial foi tão indigesta para a ala republicana que, horas depois do discurso, o vice-presidente tentou acalmar os ânimos. “O presidente queria afirmar que está disposto a trabalhar com os congressistas, e espera que esta presidência realize a maior quantidade de trabalho conjunto com o Congresso do que as presidências anteriores”, disse Joe Biden, em entrevista.

Fonte: Econômico – Obama ameaça governar “com ou sem Congresso”

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